Durante assembleia realizada no dia 19 de maio, terça-feira, no Cepal do Setor Sul, os trabalhadores da rede municipal de ensino de Goiânia aprovaram propostas apresentadas pela Prefeitura de Goiânia e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (SINTEGO) suspendeu a greve da educação municipal.

Reprodução: SINTEGO
Em assembleia do sindicato, mediada pelo Tribunal de Justiça de Goiás, profissionais da rede municipal de educação e a prefeitura entraram em um acordo e estabeleceram o fim da paralisação. As aulas ficaram suspensas entre os dias 12 de maio e 19 de maio, as atividades escolares retornaram na quarta-feira, 20 de maio.
Impasse
Em nota, emitida no dia 5 de maio, o SINTEGO relatou insatisfação com as respostas obtidas e com as negociações realizadas, em reunião com a Secretaria Municipal de Educação (SME). O encontro tinha como objetivo tratar de pautas e reformas.
Com grande indicação de greve, ocorreu, no dia 7 de maio, a assembleia geral do sindicato, momento de deliberação e discussão sobre os próximos passos da mobilização. Trabalhadores da educação, na oportunidade decidiram pela deflagração de greve.
Desenvolvimento
A paralisação na rede municipal de Educação de Goiânia começou no dia 12. Segundo a presidente em exercício do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás, Ludymilla Morais, cerca de 50 escolas aderiram à paralisação e outras 50 atenderão parcialmente, aproximadamente, deixando 23 mil alunos impactados pela greve.
A mobilização contou com programação de protestos, ações divulgadas em redes e portal oficial da SINTEGO. Durante a semana de paralização ações como panfletagem em terminais e em feiras livres foram realizadas por toda Goiânia.
Na segunda-feira, 18 de maio, ocorreu um ato em defesa do IMAS (Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais). Na ocasião, uma comissão formada pelos profissionais da categoria, reuniu-se com a presidência e equipe do Instituto, para discutir soluções e medidas voltadas às reivindicações da classe.
Reivindicações
Entre as principais pautas estão :
- Elaboração e apresentação do plano de carreira, para aprovação da categoria, em até 30 dias, com implementação prevista para agosto de 2026;
- Anúncio da data-base dos servidores administrativos;
- Apresentação, em até 30 dias, do cronograma das progressões;
- Realização dos cálculos para cumprimento da lei do descongelamento;
- Convocação de 102 aprovados em concurso público.
- Definição do piso salarial dos professores;
Conclusão
Em assembleia realizada na terça-feira, 19 de maio, o sindicato e os trabalhadores da rede municipal aprovaram, por maioria, o projeto apresentado pela prefeitura, determinando durante a reunião, o fim da greve. Dentro de 15 dias, uma nova assembleia será convocada, para avaliar o progresso das pautas e em 30 dias para analisar a proposta de plano carreira.
Entre as pautas acordadas está;
- O Plano de Carreira dos Servidores Técnico-Administrativos da Educação será elaborado no prazo de 30 dias, com previsão de implantação em agosto.
- Não ocorrerá corte de ponto nem qualquer forma de retaliação aos participantes da greve.
As aulas na rede municipal foram normalizadas nesta quarta-feira. O calendário exato de reposição dos dias letivos será definido entre a SME e o sindicato.
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