Por Ana Luiza Caffer, 8 de setembro de 2026.
Recentemente, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, anunciou à imprensa que o bairro Jardim Mariliza ganhará uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para prestação de serviços à população. Entre muitos elogios da sociedade à prefeitura, existe uma parcela da população que está insatisfeita diante da possível escolha do terreno para a obra, uma vez que, neste mesmo terreno acontecem projetos que atendem mais de 350 famílias e atletas, o “Passaporte Para Vitória” e o “Clube dos Trinta”;
O projeto “Passaporte Para Vitória” é desenvolvido pelo Instituto Léo Moura, e tem como objetivo gerar oportunidades para crianças e jovens em sua formação sócio-esportiva. Diante disso, muitos pais se encontram insatisfeitos e relatam que existem outros terrenos que estão abandonados na região e poderiam ser utilizados pela Prefeitura.

O programa “Passaporte Para Vitória” acontece no bairro há mais de 3 anos, com apoio de emenda parlamentar do vereador Igor Franco, destinada com intuito de ajudar famílias carentes e atender crianças típicas e atípicas entre 5 e 17 anos, oferecendo esporte e lazer. Em entrevista, Valéria Gonçalves, coordenadora do projeto, relata que a equipe tomou conhecimento da obra por meio das redes sociais e de outros meios de comunicação e a coordenação do projeto não foi contatada pela prefeitura até o presente momento, seja para afirmar ou descartar as notícias.
“Não fomos comunicados, a prefeitura agiu de forma totalmente desrespeitosa, só ficamos sabendo através das redes sociais. Gerando desespero total por parte dessas famílias. Nós que estamos na linha de frente sabemos que se trata de uma retaliação política. Ao invés de multiplicar projetos, tentam vetar o que já está pronto. Nada justifica o que eles estão tentando fazer. Sabemos a importância de uma Upa na região e queremos; Mas que seja de forma honesta e em outra área que não está acontecendo nada.“, diz Valéria.
Para as famílias que participam do projeto, a possível mudança também representa insegurança e descaso com o projeto; Como o caso de Janaina Carmen Caffer, mãe de uma criança beneficiada com a escolinha; Diante da possibilidade de transferência, a mãe afirma não concordar com o novo espaço indicado pela prefeitura e ressalta o carinho que possui pelo projeto, que julga ser muito importante para o filho.
“O programa veio para somar na vida do meu filho. Além de ser uma atividade esportiva, também trabalha com a autoestima da criança; Ele se sente capaz e importante nos treinos e pequenos campeonatos. Em relação ao novo espaço que indicaram, não concordo, fica muito perto de um lago e não vejo segurança no local, além de ter muitos insetos ao redor; Outros representantes já tentaram colocar outro projeto de escolinha ali e não deu certo.“, relata Janaina.
Diante disso, as famílias e coordenação do projeto aguardam respostas concretas e plausíveis. A prefeitura foi procurada pela reportagem para esclarecer os critérios utilizados na escolha do terreno, a previsão para o início das obras e os detalhes sobre a realocação do projeto esportivo, no entanto, até a publicação da matéria, não houve retorno por parte da mesma.
