Por Ana Luiza Caffer, 29 de setembro de 2026
Atualmente no Brasil, o ingresso de jovens no mercado de trabalho tem sido cada vez mais fácil e possível; Cerca de 70% dos jovens trabalham e 32% conciliam emprego e estudos, entretanto, a falta de experiência ainda se caracteriza como o principal empecilho para que esse número cresça. Diante disso, algumas políticas públicas surgem para que o acesso ao mercado profissional seja facilitado, como por exemplo, a Lei do Aprendiz (Lei nº 0.097/2000) e a Lei do Estágio (Lei nº 11.788/2008), que possibilitam que muitos estudantes consigam trabalhar sem precisar deixar os estudos.

O contato com a vida profissional na adolescência é essencial para para o desenvolvimento de competências sociais e econômicas para os jovens; Isso é o que podemos ver em entrevista com Leandro Barbosa, de 17 anos, que participa da organização CIEE. Para Leandro, a experiência resulta em amadurecimento em diversas áreas da vida, auxiliando-o a desenvolver responsabilidade e capacidade profissional.
“O mundo de trabalho é uma realidade diferente da escola, é uma esfera mais complexa e desafiadora mas essencial para ser um cidadão e um profissional de excelência com pouca idade e experiência. Creio fortemente que os jovens devem ter esse contato cedo com o mundo profissional para amadurecer seus ideais e propósitos, além de conquistar independência em algumas vertentes da vida, provando do melhor caminho possível.”, diz o menor aprendiz.
Diante das leis, empresas de médio e grande porte devem contratar uma porcentagem de aprendizes entre 5% e 15% do seu total de empregados. Políticas públicas como esta garantem a contratação de jovens e adolescentes, proporcionando aos interessados, a garantia do primeiro emprego e as oportunidades que surgem com eles.
Em entrevista com Marcelo Augusto, economista e diretor acadêmico na Uneed University, percebemos o ponto de vista de empresas que contratam jovens; Em sua opinião, contratar um jovem sem experiência é uma oportunidade de desenvolver a cultura da empresa em alguém.
“Quando a gente pega uma pessoa jovem que não tem tantas experiências, não tem muitos vícios, a chance de nós conseguirmos implementar a nossa cultura nessa pessoa e ela se desenvolver é muito maior. Então a experiência é uma coisa que nós vamos conseguindo aos poucos e desenvolvendo nela, habilidades técnicas são desenvolvidas, tudo é treinável.”, relata Marcelo.
Além disso, ele também diz se interessar em currículos que possuem uma passagem por programas de integração juvenil, levando isso em consideração nas suas contratações.
“Pessoalmente, valorizo muito profissionais que apresentam esse histórico, pois ele valida o compromisso do indivíduo com sua evolução desde cedo. Além disso, trabalhar com jovens que demonstram essa vontade de aprender é extremamente gratificante; é possível orientar o desenvolvimento dessas competências, aproveitando a disposição e a agilidade intelectual que caracterizam esse perfil em ascensão.”
